viernes, 25 de septiembre de 2009

Globalización y desglobalización

Un colega, "referee" para un artículo mío sobre el "auge y caída de la globalización", hace los siguientes comentarios para probar que sigue habiendo globalización y que es poco probable la desglobalización:
1. Para evitar o colapso do sistema financeiro, foi gasto um valor superior a toda o financiamento ao desenvolvimento do Terceiro Mundo durante mais de 50 anos. A salvação de empresas norte-americas e européias terá um custo muito grande para as finanças públicas e, especialmente, para políticas públicas destinadas às populações pobres e vulneráveis mesmo nos países centrais. A pesar disso, o sistema financeiro especulativo permanece sem controles. Inclusive, os CEOS e altos executivos continuam recebendo bonus milionários e golden parachutes mesmo quando as empresa não são rentáveis. O comportamento criminoso dos responsáveis pela crise não recebeu críticas públicas contundentes. Ou seja, a legitimidade do sistema não foi abalada.
2. As classes abastadas que aumentaram suas fortunas nos últimos 25 anos continuam com seus privilégios e pagam proporcionalmente menos impostos que os pobres.
3. Os paraísos fiscais que são estratégicos para a globalização neoliberal não foram afetados. Isle of Man, Gersey, Bahamas, Islas Cayman, Monaco, Liechtenstein, Luxemburgo e tantos outros continuam operando contas financeiras das grandes corporações internacionais.
4. As invasões militares dos Estados Unidos no Iraque e no Afganistão estão consolidadas.
5. A condenação do golpe de Estado em Honduras pelos Estados Unidos foi apenas verbal. A pressão sobre Cuba e Venezuela continua e o aumento das bases militares na Colombia é um exemplo de como o poder imperial continua se manifestando. A considerar, também, a recriação da IVª Frota Naval para atuar no Atlantico Sul.
6. A hegemonia cultural nas artes, no cinema e na música não foi abalada.
7. As práticas filantrópicas de ongs dos países centrais continuam prejudicando as populações nativas da África, América Latina e Ásia.
8. As grandes corporações não quebraram as patentes de medicamentos essenciais para o combate de doenças no Terceiro Mundo.
9. O dumping e o protecionismo do Primeiro Mundo no comércio internacional continuam existindo com muita força.
10. Persiste o patentamento genético dos recursos naturais no Terceiro Mundo o que trará custos muito altos para suas populações no futuro.
11. Estados Unidos e Europa Ocidental continuam sendo responsáveis por mais de 80% da poluição ambiental do planeta e, recentemente, “exportando” produtos tóxicos para o Terceiro Mundo ou jogando-o no mar da costa oeste da Africa.
12. Por fim, o mais importante: o modelo industrial intensificado pelas grandes corporações e baseado no hiperconsumo, no transporte individual e na exploração predatória da natureza não foi alterado.
A discussão sobre esses e muitos outros processos permite avaliar o real sentido da globalização ou de uma improvável “desglobalização”.
Dejando de lado las matizaciones que ya he hecho aquí sobre el caso de Honduras, no tengo ningún problema con las observaciones que hace el anónimo colega y que no afectan para nada a mi artículo. En él no sostengo que el sistema mundial esté dejando de funcionar con las reglas con las que viene funcionando estos últimos siglos. Creo, más bien, y como él, que algunas de las medidas que se están aplicando en esta crisis se hacen según esas reglas del juego, sin alterar su lógica básica.
Podemos discutir si el vaso está medio lleno o medio vacío: es cuestión de apreciación, no de hechos. Como lo de Honduras. Lo que sí puede verse es si el vaso se está llenando o vaciando y si, desde ese punto de vista, se están produciendo cambios importantes en el sistema. Se han producido en estos 25 años y se están produciendo ante nuestros ojos si no nos ciega la ideología o la inercia intelectual. Esos cambios podrían llevar a su cambio más profundo si hubiese grupos sociales con capacidad de producirlo. Pero que no los haya no quiere decir que el sistema permanezca inalterable. Sí que cambia y algunos de los sentidos en los que se ha usado la palabra globalización muestran hasta dónde se está cambiando. No en la lógica básica, pero sí en elementos relativamente importantes.
Lo que no tiene sentido es pretender que alguien monopoliza el significado de la palabra globalización o desglobalización, ambas suficientemente polisémicas como para desconfiar de los que afirman conocer el "verdadero" significado de la palabra. Diga lo que diga el DRAE, es cuestión de poder, como sucede con Humpty Dumpty y pongo a un lado de este blog con el dibujo de Alicia.

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